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Nipiula, apaixonada por literatura. Adoro ler e aprender, pesquisar, saber sobre tudo e todos, analisar situações, para mim qualquer tipo de aprendizado é válido, mesmo se conseguido entre lágrimas. Tenho adoração por música, em uma visão simbolista é o mecanismo no qual você libera sua alma da prisão, corpo - me refiro a música de qualidade, exclui-se portano, funk, axé e coisas do gênero -. Tenho tendência a ser precipitada, autoritária e extremista, fazendo valer somente meu ponto de vista e sei que já magoei pessoas assim. Em contrapartida, gosto de me fazer presente e tenho necessidade de ajudar as pessoas - meu maior problema, nem todas as pessoas querem ser ajudadas -. Tenho fascinação pelo ser humano e a tudo que ele faz, pois consegue ser devidamente complexo, tendo atos louváveis e hipócritas. Ele me emociona e me decepciona.

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Comunidade Blogueira

segunda-feira, 1 de novembro de 2004


Resposta

Não consigo dizer muita coisa...
Há momentos em que meu pensamento é tão rápido,
tantas coisas precisam sair, mas não saem...
Estão presas...
Várias e várias coisas presas
dentro de mim...
Pego um papel qualquer, um lápis...
Tento...
Nenhum rabisco, nenhuma letra...
Silêncio...
Quem sabe a técnica Dadaísta,
escrita automática?
Nem isso, nem assim...
Manoel Carlos, alguém a quem considero sábio,
fez-me refletir sobre pessoas...
Algumas estavam agora não estão.
Outras nunca estiveram,
queria que ficassem várias...
Existem as que me decepcionam,
tentam me magoar e conseguem,
tentam me magoar e não conseguem...
Poucas queria que entrasse em minha vida,
Estas “poucas” fazem à diferença...
são parte de mim, contudo,
não sou parte delas...
Pessoas, pessoas...
O que são pessoas?
Quem são pessoas?
Não possuo, mais uma vez nexo.
Nem resposta...

Galera, este é meu último post. Agradeço imensamente a atenção de todos vocês que “leram-me” por tanto tempo, e peço desculpas acaso tenha cometido algum erro. Possuo o contato de todos vocês, farei o possível para continuar presente.
No mais, o blog ficará no ar alguns dias, depois irei delatá-lo. As conseqüências que me trás são maiores que seu fim...
Um forte abraço e grande beijo. Adoro a todos vocês!
Obrigada.

Obs:. Laís, se puder, por gentileza, mandar-me um e-mail repassando o teu ficarei muito feliz.

Ao som de: Reação em Cadeia | Me Odeie

Por Nipiula às 14:38:31



domingo, 31 de outubro de 2004


Lili

Às vezes fico pensando...
No que as pessoas são capazes de fazer pelas outras...
O que realmente alguém é capaz de fazer ou de dizer
para não perder alguém que ama...
Será que existe?
Às vezes eu fico pensando...
No onde a amizade e o amor se encontram...
e onde, se separam...
A felicidade é algo ínfimo para lhe oferecer...
Pensei em algo mais sublime, grandioso...
Porém não encontrei...
Pensei em todas as coisas do universo,
Paz, harmonia, fraternidade, esperança...
Pensei, pensei...
Pensei em você...
De repente, flagrei-me agradecendo a Deus
por tê-la em minha vida...
Eu, ser humano incompleto,
tantos defeitos...
Possuo a imponência de ter um ser, assim como você,
ao meu lado...
Nessa hora, não consegui mais desejar,
menos ainda pensar...
Somente agradecer...
O presente que Deus me deu,
Você...

Hoje é um dia muito especial pra mim, é o dia do aniversário da Lili. Todos que me conhecem, por pouco que seja, sabem da importância que essa garotinha tem na minha vida, e o quanto a considero... Amiga, companheira, irmã, muito mais que isso essa pessoa linda vem a ser. Contudo, infelizmente, não consigo traduzir em palavras a grandiosidade de alma que ela possui. Somente uma coisa, nesse momento, consigo dizer-lhe:
Lili, te amo!

Ao som de: Hoobastank | The Reason

Por Nipiula às 16:56:12



segunda-feira, 18 de outubro de 2004


Um pouco de morfina pra aliviar a minha dor...

Pausa, tempo, reflexão...
Ouvi algo profundo:
“Pra subir as pedras, pra descer escadas,
poeta quebra a face mas não quebra a cara...”
Ouço apenas minha voz.
Não torna-se difícil tirar conclusões...
Percebo que só me sinto livre andando de moto,
sentindo o vento bater em meu corpo...
As coisas continuam as mesmas, sempre.
Meu prazer também é risco de vida...
Conclusões, conclusões...
Tenho escutando tantos “eu te amos”,
Contudo soam tão... vazios...
Profundamente v_a_z_i_o_s...
Devo estar com problemas de audição,
vou procurar um otorrinolaringologista,
essa palavra não soa num vazio...
Escuto, mas não digo “eu te amo”,
o que vem vazio, vai vazio,
e não vejo sentido no nada.
Talvez porque tenha todo um sentido
que meus olhos não conseguem enxergar...
“Eu te amos” vazios, nada com nexo...
[Perdi meu raciocínio]
Vozes de Caetano, Cazuza, Bebel Gilberto, Renato Russo,
Zeca Baleiro ecoam em minha própria voz...
Ouço-me, penso-me, tropeço-me...
Infindada grande bagunça organizada.
Mas ainda ouço...
Escuto um profundo vazio com nexo.
Sim, devo estar com problemas auditivos...

Ps:. Show do Zeca, tudo...

Ao som de: Zeca Baleiro | Disritmia

Por Nipiula às 18:22:12



quarta-feira, 13 de outubro de 2004


La nuova Gioventú

Tudo que sei
É que você quis partir
Eu quis partir você
Tirar você de mim

Demorei para esquecer
Demorei para encontrar
Um lugar onde você não me machucasse mais
E guardei um pouco
Porque o tempo é mercúrio-cromo
E tempo é tudo que somos

Talvez tivéssemos, teríamos tido, tivéramos filhos
Estava lhe ensinando a ler
On the Road
E coisas desiguais
Com você por perto
Eu gostava mais de mim.

Veja bem, eu já não sei se estou bem só por dizer
Só por dizer é que finjo que sei
Não me olhe assim
Eu sou parte de você
Você não é parte de mim.

Do meu passado você faz pouco caso
Mas, só para você saber,
Me diverti um bocado

E com você por perto
Eu gostava mais de mim...

Villa-Lobos e Marcelo Bonfá (Legião Urbana)

Ao som de: Legião | La nuova Gioventú

Por Nipiula às 00:43:55



domingo, 3 de outubro de 2004


De menos

De menos seria silêncio,
porém nem todo silêncio é oportuno....
Algumas palavras vezes recitadas, vezes não...
Outras proferidas em hora errada...
Pior talvez, sejam as não pronunciadas...
Quisera eu ter o dom da palavra,
quisera eu ter o dom com a caneta...
Contudo, acho que os dois se separam,
ninguém pertence a ninguém...
E não devo esperar mais tinta,
já que me sujo com ela...
A única coisa dita, não deveria ser falada,
A única coisa não falada, deveria ser dita...
Da inconstância faço meu futuro,
da inconstância traço meu destino...
No entanto, não mais espero
nem o silêncio, nem as palavras...
Se tudo é incerto,
de incertezas farei meu verbo...
Em um silêncio pronunciado,
ou numa pronúncia em silêncio...

Ao som de: Hoobastank | The Reason

Por Nipiula às 15:55:26



quarta-feira, 22 de setembro de 2004


Perdão a todos

Vim, por meio deste, pedir desculpas a todos que freqüentam meu blog e também, lamentar minha ausência nos blogs os quais eu freqüento...
Não é descaso, de forma alguma! Ultimamente não estou conseguindo escrever muita coisa. Além do tempo que me falta - devido à faculdade, ao francês e outras atividades - acho que minha inspiração resolveu se mudar pra bem longe daqui, bem longe de mim... Quem sabe uma terra distante a qual ninguém conheça, nem eu mesma...
Não obstante, ainda a procuro... Tenho pistas, cartas mal escritas, alguns versos inacabados... Sigo cada uma delas, sei que vou reencontrá-la! Entretanto, às vezes essas mesmas pistas, levam-me a lugares distantes e opostos, me confundem propositalmente... Perco-me no caminho, como um jogador de xadrez solitário...
No momento o jogo está empatado, não posso perder minha rainha. Nada de peões, talvez a torre ou o bispo... Hum... Deveria mudar a estratégia, atacar com o cavalo, defender com a torre e cercar com o bispo... Hum, interessante... Quem sabe um cheque-mate? Estratégias... Espero que não demore muito para que alguma peça se mova...
No mais, peço a compreensão de todos e agradeço o carinho...

Ps:. O Weblogger também não tem ajudado com as atualizações, muito pelo contrário...

Ao som de: Legião Urbana | Metal Contra as Nuvens

Por Nipiula às 21:00:56



domingo, 12 de setembro de 2004


Surreal

As horas fazem o mesmo barulho,
no teto o ventilador gira, gira...
Calor, um copo d´água.
Livros jogados, algumas anotações...
Pseudo-poemas esquecidos...
Livros, vários livros...
Ainda uso lápis e papel.
Velhos hábitos, insisto em conservar...
Penso, repenso, não mudo. Não consigo mudar.
Não consigo transpor pessoas indiferentemente.
Não me permito ignorar o que sentem,
fingir que não sei que sofrem, que têm problemas...
Ninguém passa despercebido,
importo-me com quem conheço, com quem não conheço,
até com quem nunca vi e nem falei na vida.
Não invado privacidade... Pedem ajuda, não consigo ignorar,
ter o pensamento medíocre de que o problema não é meu...
Tento ajudar como posso, como é de meu alcance...
Velho hábito, mau hábito...
Pessoas não querem ser ajudadas, mesmo pedindo ajuda...
Não querem ouvir que são especiais,
não querem enxergar seus talentos e sua nobreza...
Será necessário apontar todos os defeitos para que pessoas sintam-se bem?
Confiam cegamente, e de repente ignoram-te.
Pessoas normais...
Já me chamaram de anjo, já me mandaram pro inferno...
E continuo a preocupar-me com pessoas...
Acho que não sou normal...
Se for pra ser fria e calculista, também não quero ser.
No entanto, pessoas não merecem meu carinho,
merecem menos ainda minha preocupação e atenção.
Contudo o ventilador continua a girar, girar...
Tenho um violão cuja as cordas não são de aço...
E meus dedos nem sempre me obedecem...

Ao som de: Caetano Veloso | Sonhos

Por Nipiula às 17:45:19



sexta-feira, 3 de setembro de 2004


Chuva

Conhecia a chuva por acaso. No início foi interessante e fascinante descobri-la, senti-la, analisar as horas em que vinha, que ia embora... Sim, essa chuva me fazia bem. Acalmava minha alma, arejava meus pensamentos...
A chuva sempre foi irregular e imprevisível. Às vezes aparecia com freqüência, às vezes desaparecia. Fazia-se um longo período de seca e eu inocente, preocupava-me com ela... Chegava a enviar pensamentos meus. E então de repente, a chuva voltava por alguns dias, fazia-se presente, cativava-me aos poucos.
Ah... Eu gostava tanto de conversar com a chuva. Mesmo parecendo loucura, pra mim, ela se fazia bela e perfumada, pra mim, essa era sua essência. Apesar disso, nunca a idealizei, nunca me iludi. Tinha plena consciência de todos seus defeitos, contudo, não achava necessário ressalta-los. Para que faria isso, se eu mesma tenho tantos? Preferia preocupar-me com meus defeitos e aproveitar o que a chuva, aparentemente, me oferecia de belo. Não sou ninguém para apontar erros, mas também não sou hipócrita a ponto de não enxergá-los.
Assim eram os dias, a chuva ia e vinha... Esse mistério, ausência de horários, me fascinava. Até versos cheguei a escrever, versos profundos e sinceros, pena que as pessoas, em geral, não valorizam esse tipo de presente.
No entanto, um dia a chuva chegou diferente. Pela primeira vez não senti minha alma acalmar-se, não senti essência, nada senti... Então descobri o motivo: A chuva tornara-se tempestade forte, e desabara sobre minha cabeça... Decepcionei-me, não esperava isso daquela chuva, não dela, mas a vida é cheia de surpresas e contradições. A tempestade não tinha essência, os pingos d´água que derrubava sobre mim eram intensos, mandavam-me embora daquele lugar.
A tempestade era forte, mas eu também sou forte! Cabia a mim ponderar se valia a pena permanecer ali, ao lado da tempestade, ou sair ao encontro do sol. Analisei alguns fatos, pensei... Lembrei-me de que a tempestade preferia pessoas comuns, que a temiam, ou a reverenciavam. Algumas odiavam-na, outras a tratavam como uma deusa. E eu era apenas eu, com meu jeito de tratar bem a todos e não fazer distinções quanto às pessoas. Não, a tempestade não merecia minha presença, não mais.
Peguei tudo que me pertencia, deixei todas as lembranças. Não precisaria mais do guarda chuva, nem de minhas roupas e nem de qualquer coisa que referisse a ela, ia ao encontro do sol! Os versos que lhe fiz, deixei sobre o chão para que ela mesma, com suas gotas d´água, os destruísse, os derretesse. Algumas coisas joguei fora, o restante deixei lá, ao chão. Esqueci-me dela, nesse caso não vale a pena lembrar...
Deixei a tempestade com quem a entende, com seu egoísmo natural. Não conservei ela, nem nada dela comigo. Saí daquele lugar mais leve, saí e encontrei o sol, ele me esperava. Também tinha defeitos, como tudo na natureza, porém ele me aquece, me conserva, faz-me querer ficar, não me manda embora... E felizmente, posso olhá-lo todos os dias que sempre estará lá.


Ao som de: Patrícia Coelho | Fica um pouco mais

Por Nipiula às 15:25:21



domingo, 29 de agosto de 2004


Meu lugar

Foi naquela casa...
Que passei minha infância,
parte da juventude...
Era naquela casa...
que a pessoa mais importante de minha vida morava.
Passava horas a conversar com ela...
E nesse mesmo lugar...
Essa pessoa se foi,
não pude dar-lhe adeus..
Desabei o sentimento jamais tocado antes,
chorei...
Foi naquela casa...
Ela não era a minha casa,
mas era o único lugar qual ansiava por visitar aos domingos...
que passei meus anos mais belos,
e agora nem consigo entrar, por covardia...
Foi naquela casa...
que aprendi a ser um ser humano,
tive a maior parte das lições morais,
e por isso, sou quem sou agora...
Foi naquela casa...
que entendi o que era sentir-se segura,
e descobri o que é se perder...
Foi naquela casa...
Que agora irá ao chão.
Em seu lugar um grande edifício será levantado,
as lembranças virarão pó...
Mas foi naquela casa...
que conheci o real significado da palavra,
Felicidade.

Ao som de: Caetano Veloso | Qualquer Coisa

Por Nipiula às 03:20:57



segunda-feira, 23 de agosto de 2004


Tarde demais

Palavras ditas em um silêncio oportuno,
Sussurradas, ouvidas, lidas, sentidas...
Faço do seu silêncio meu olhar,
Faço da sua vida, minha vida.
Faço de você, sempre,
Meu amor...
Não me pergunte o que não será respondido.
Não questione minha existência,
Não me permita lhe dizer que te amo...
Isso não é necessário.
Esforço para controlar meus pensamentos...
Lágrimas caem do meu rosto...
Tudo que não quero agora,
É me apaixonar...
E tudo que não quero agora,
É precisar de você...
Tudo que preciso é não entender, nem sentir o que sente.
Temo ser tarde...
Temo não adiantar mais...
Porque eu quero você pra mim,
Agora!

Ao som de: Legião | Mil Pedaços

Por Nipiula às 02:05:17